O conforto térmico é,
em linhas gerais, obtido por trocas térmicas que dependem de vários
fatores, ambientais ou pessoais, governados por processos físicos,
como convecção, radiação, evaporação
e eventualmente condução. De acordo com literatura o Conforto
Térmico Humano e sua resposta fisiológica, ao estresse
térmico, dependem da produção de calor metabólico,
do nível de fatores ambientais (velocidade do vento, temperatura
do ar, umidade relativa e emperatura média radiante) e do tipo de
vestimenta que o indivíduo estiver usando . O efeito conjugado dos
mesmos é que definirá o grau de conforto ou desconforto térmico
sentido pelas pessoas. Desta forma, os parâmetros mais importantes
do conforto térmico subdividem-se em duas classes:

Individuais
metabolismo
vestuário
Ambientais
Temperatura
do ar
Umidade
do ar
Velocidade
do ar
Temperatura
média radiante
O metabolismo refere-se ao processo dos organismos
vivos por onde substâncias são transformadas nos tecidos com
uma mudança no gasto energético. A quantia total de calor
metabólico produzido depende do ambiente externo e também
da dieta, tamanho corporal, idade e nível de atividade destes. A
produção de calor metabólico pode ser dividida em
duas componentes: (a) taxa de metabolismo basal, a qual depende do tamanho,
cobertura superficial e idade (aumenta com o tamanho e diminue com a idade)
e (b) que é o calor produzido pela atividade muscular.
Vestuário
A vestimenta relaciona-se a
uma resistência térmica interposta entre o corpo e o meio
ambiente e, também, à permeabilidade ao vapor d’água.
Como mencionado, a quantidade de calor trocada depende da diferença
entre a temperatura superficial e o meio, esta diminui à medida
que aumenta a resistência térmica. Portanto, quanto mais espessas,
menos condutivas e menos permeáveis forem às roupas, maior
dificuldade terá o organismo para trocar calor com o meio ambiente.
Já que a vestimenta reduz a perda de calor, a mesma pode ser classificada
de acordo com o seu valor de isolação. A unidade normalmente
usada é o Clo (clothing), em termos técnicos a unidade é
º C W/m2 sendo que1 Clo equivale a 0,15º C W/m2. A escala de
Clo é projetada de modo que uma pessoa despida tenha um valor de
0,0 Clo e outra vestindo um terno típico tenha um valor de 1,0 Clo.
(PRETENDO LINKAR C/ UMA TABELA COM OS VALROES DE CLO ok)
Parâmetros Ambientais
Temperatura do ar
A temperatura do ar afeta a
perda de calor convectivo do corpo humano e a temperatura do ar expirado
(HÖPPE, 1981). Assim, a perda de calor pelo aquecimento e umidificação
do ar expirado é influenciada pela temperatura do ar. Uma temperatura
elevada é um verdadeiro obstáculo à dissipação
de calor por convecção (inclusive pode causar um aporte de
calor se for mais quente que a temperatura da pele).
Umidade do ar
A umidade do ar é outro
fator meteorológico que influencia o conforto térmico. A
mesma interfere diretamente em três mecanismos de perda de água
do corpo humano, a saber: a difusão de vapor d’água através
da pele (transpiração imperceptível), a evaporação
do suor da pele e a umidificação do ar respirado. Por exemplo,
à medida que a temperatura do meio se eleva e a perda de calor por
condução e convecção é prejudicada,
há um aumento na eliminação de calor por evaporação,
fazendo com que a transpiração se torne perceptível.
Se o ar estiver saturado essa evaporação não é
possível, caso em que a pessoa ganha calor enquanto a temperatura
do ambiente mantem-se superior a da pele. Caso contrário, sob um
ar seco, a perda de calor pelo corpo ocorre mesmo em altas temperaturas.
Em todos os casos, entretanto, a perda de água ocorre na forma gasosa.
O resultado final é a perda de calor pelo corpo humano.
Velocidade do vento
Assim como a temperatura do
ar, a velocidade do vento é determinante na troca de calor por convecção
entre o corpo e meio ambiente. Quanto mais intensa for a ventilação,
maior será a quantidade de calor trocada entre o corpo humano e
o ar, conseqüentemente menor será a sensação
de calor. O termo “windchill”, criado por Paul Simple (1939-1940), expressa
o efeito de resfriamento decorrente da perda de calor provocada pelo vento,
fazendo com que a sensação térmica corresponda a de
uma temperatura muito inferior a realmente observada.
Temperatura média radiante
Corresponde à temperatura média das superfícies opacas visíveis que participam no balanço radiativo com a superfície exterior do vestuário. Este termo é particularmente difícil de definir com exatidão quer pela dificuldade em corretamente avaliar os fatores de forma, quer pela influência da componente reflectiva.
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